O que as famílias nos contam
Cada depoimento aqui é de uma família que passou pelo processo de avaliação, mudança ou adaptação. São histórias diferentes, mas com um fio comum: a pergunta sobre se a decisão foi boa.
← Voltar ao inícioDepoimentos de famílias
Relatos de familiares que usaram as modalidades do Recantoga — do Encontro de Orientação à Residência permanente.
Minha mãe está na Ala Sul há quase dois anos. No começo ela tinha resistência — a ideia de "sair de casa" pesou bastante. Mas depois de algumas semanas ela começou a falar dos almoços, da equipe, do grupo do jardim. Hoje ela não quer sair. O que mais me tranquiliza é poder aparecer qualquer dia sem avisar e ver como as coisas realmente funcionam.
Fizemos o Encontro de Orientação antes de tomar qualquer decisão. Foi uma tarde útil — visitamos o prédio enquanto os moradores almoçavam, conversamos com a equipe e saímos com um documento em mãos. Nenhuma pressão. A Carla respondeu tudo o que perguntamos, inclusive as questões sobre o contrato que eu considerava difíceis de perguntar. Voltamos três semanas depois para fechar.
Minha avó ficou vinte noites durante a minha viagem ao exterior. Era a primeira vez que ela ficaria sozinha por um período longo. Antes da minha saída, a equipe ligou para conversar com ela sobre horários, o que gostava de comer, como preferia organizar o quarto. Quando cheguei, ela estava bem — e com novas histórias para contar sobre a programação da semana.
Moro em Caxias e visitar meu pai com frequência era difícil. A carta mensal que recebo do Recantoga me ajuda a saber como ele está sem precisar ligar toda semana com aquela ansiedade de não saber nada. É simples, mas faz diferença. Nas vezes que apareci sem avisar, sempre encontrei tudo funcionando normalmente.
A maior surpresa foi a cozinha. Minha tia tem restrições alimentares que sempre foram complicadas de lidar em outros lugares. Aqui eles anotaram tudo antes da chegada e nunca precisamos lembrar de nada depois. Ela conta que o almoço é um dos melhores momentos do dia. Para quem se preocupa com alimentação, esse é um ponto importante.
Quando procurei o Recantoga, não sabia exatamente o que estava procurando. Sabia que meu pai precisava de mais estrutura do que eu conseguia oferecer, mas não queria um lugar que parecesse impessoal. O que encontrei foi uma casa de tamanho razoável, com equipe que eu reconhecia cada vez que visitava. Isso valeu mais do que qualquer lista de serviços.
Histórias de adaptação
Cada chegada ao Recantoga tem sua própria história. Aqui estão três que as famílias permitiram compartilhar.
Dona Irene, 81 anos, morava sozinha em Petrópolis depois que o marido faleceu. A filha, que vivia em outro estado, passou meses procurando uma opção em Porto Alegre que não exigisse uma decisão imediata e irreversível.
A família fez o Encontro de Orientação durante uma visita a Porto Alegre. Duas semanas depois, decidiu pela Estadia Curta para que Dona Irene conhecesse a casa antes de qualquer compromisso mais longo. Depois de vinte noites, ela pediu para ficar.
Dona Irene está na Ala Sul há dezoito meses. Participa do grupo do jardim às terças e frequenta a biblioteca com regularidade. A filha visita a cada dois meses e recebe a carta mensal entre as visitas.
"Não foi uma decisão fácil, mas foi a certa. Ela está num lugar que funciona de verdade."
— Filha de Dona Irene
Seu Ademir, 76 anos, precisou de um lugar por vinte dias enquanto o apartamento da família passava por uma reforma urgente. A família procurava algo que não parecesse um internamento temporário.
A família entrou em contato com uma semana de antecedência. A equipe anotou que Seu Ademir acordava cedo, preferia o almoço mais leve e gostava de receber o jornal pela manhã. No primeiro dia, tudo já estava organizado.
Seu Ademir ficou vinte e três noites — três a mais do que o planejado, porque a reforma atrasou. Ele voltou para casa sem problemas, mas a família mantém o contato para uma eventual futura necessidade.
"Ficamos preocupados que ele não se adaptasse. Mas no segundo dia já estava no jardim conversando com a equipe."
— Nora de Seu Ademir
Rua Padre Chagas, 297
Moinhos de Vento
Porto Alegre – RS
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